Como fazer backup dos seus ficheiros (e nunca mais perder nada)
Ninguém pensa em backups até ao dia em que o disco falha, o portátil é roubado ou um clique errado apaga a pasta errada. Nessa altura, já é tarde. A boa notícia: proteger as suas fotos, documentos e trabalho é mais simples e barato do que imagina, basta seguir uma regra que os profissionais usam há décadas.
Porque é que um backup não é opcional
Todos os discos, sem exceção, acabam por falhar, a única incógnita é quando. A isto juntam-se causas que nada têm a ver com o hardware: ransomware que encripta os ficheiros, um derrame de café, um telemóvel ou portátil perdido, ou simplesmente apagar algo por engano. Um backup é a diferença entre um contratempo aborrecido e a perda definitiva de anos de fotos e trabalho.
Importante: ter os ficheiros só no computador não é um backup. Um backup é uma segunda cópia, guardada noutro sítio. Se existe apenas num lugar, não está protegido.
A regra 3-2-1 explicada
É a norma simples que resume boas práticas de backup:
- 3 cópias dos ficheiros importantes (o original + duas cópias);
- 2 suportes diferentes (por exemplo, o disco do PC e um disco externo);
- 1 cópia fora de casa (na nuvem ou num disco guardado noutro local).
A cópia "fora de casa" é a que o protege de incêndio, inundação ou roubo, situações em que perderia de uma só vez o computador e o disco de backup que estava ao lado.
Backup na nuvem vs disco externo
As duas abordagens complementam-se, e o ideal é ter ambas:
Disco externo
Rápido e barato por gigabyte. Ótimo para cópias grandes (bibliotecas de fotos, vídeos). A desvantagem: se ficar em casa junto ao PC, não cumpre a parte "fora de casa" da regra. O Windows tem o Histórico de Ficheiros e o macOS o Time Machine, ambos capazes de fazer estas cópias automaticamente para um disco externo.
Nuvem
Serviços de armazenamento online guardam a cópia fora de casa, de forma automática e acessível de qualquer lado. É a forma mais cómoda de cumprir o "1" da regra 3-2-1. Confirme apenas quanto espaço precisa, as fotografias e vídeos enchem depressa os planos gratuitos.
Combinação prática: uma cópia automática para disco externo (rápida de restaurar) mais uma cópia na nuvem (proteção fora de casa). Simples e robusto.
O que copiar (e o que não vale a pena)
Concentre-se no que é insubstituível: fotos e vídeos pessoais, documentos, trabalho, projetos, faturas, palavras-passe. O sistema operativo e os programas podem sempre reinstalar-se; as suas memórias, não. Se quiser uma rede de segurança total, uma imagem completa do sistema copia tudo, sistema, programas e ficheiros, permitindo repor o PC exatamente como estava.
Com que frequência
Depende de quanto trabalho está disposto a perder. Para a maioria das pessoas, um backup automático diário ou semanal é suficiente. O segredo é automatizar: um backup que depende de se lembrar de o fazer manualmente é um backup que, mais cedo ou mais tarde, deixa de acontecer.
Erros comuns a evitar
- Nunca testar o restauro. Um backup só serve se conseguir recuperar os ficheiros. De vez em quando, confirme que consegue abrir uma cópia.
- Deixar o disco de backup sempre ligado. Se ficar permanentemente ligado, o ransomware também o pode encriptar. Idealmente, desligue-o entre backups.
- Confiar numa única cópia. Volta à regra 3-2-1: uma só cópia é melhor que nenhuma, mas ainda é frágil.
Se já teve uma falha e os ficheiros estão apenas num disco com problemas, não continue a usá-lo, cada arranque pode piorar a situação. Faço tentativa de recuperação de dados em discos com falhas lógicas e ajudo a montar uma rotina de backup que funcione sem esforço. E se está a pensar substituir um disco antigo, veja antes o guia sobre SSD e quando compensa o upgrade.
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