PC a sobreaquecer? Temperaturas seguras e como baixá-las

Ventoinhas a rugir sem parar, o computador a ficar lento nos momentos de esforço, ou pior, a desligar-se de repente a meio de um jogo ou de um export. Na maioria destes casos, o culpado é o mesmo: calor a mais. Vamos ver que temperaturas são normais, como medi-las e o que fazer para as baixar.

Porque é que o calor é um problema

Os componentes de um computador, sobretudo o processador (CPU) e a placa gráfica (GPU), produzem calor quando trabalham. Para se protegerem, têm um limite de segurança: quando lá chegam, reduzem propositadamente a velocidade. Chama-se thermal throttling e é por isso que um PC quente fica lento justamente quando mais precisa dele.

Se o calor continua a subir, o sistema desliga-se de emergência para evitar danos. Ao longo do tempo, temperaturas elevadas e constantes também encurtam a vida dos componentes. Manter tudo fresco é, no fundo, manter o computador rápido e saudável.

Que temperaturas são seguras

Os valores exatos variam com o modelo, mas servem como referência geral:

  • Em repouso (a fazer pouco): um CPU costuma estar entre os 30°C e 45°C.
  • Sob esforço (jogos, edição, tarefas pesadas): valores até cerca de 80°C são normais e seguros.
  • Acima de 90°C de forma sustentada: é sinal de alerta, provavelmente há throttling e vale a pena investigar.

As placas gráficas seguem uma lógica parecida e muitas toleram bem temperaturas na casa dos 80°C sob carga. O que interessa não é um pico pontual, mas sim temperaturas altas mantidas ou desligamentos.

Nos portáteis é normal atingir temperaturas um pouco mais altas do que num PC de secretária, porque têm menos espaço para dissipar o calor. Ainda assim, desligamentos súbitos ou a zona do teclado a arder não são normais.

Como medir a temperatura

Não precisa de adivinhar. Há ferramentas gratuitas e fiáveis que mostram as temperaturas em tempo real, programas de monitorização de hardware muito usados exibem o CPU, a GPU e as ventoinhas num só ecrã. Abra a ferramenta, use o computador normalmente durante uns minutos (ou corra um jogo) e observe os valores máximos.

Se, em esforço, vir o CPU a bater constantemente nos 95–100°C, tem um problema de arrefecimento a resolver.

As causas mais comuns

  • Pó acumulado, a razão nº1. O pó entope as ventoinhas e os dissipadores, bloqueando o fluxo de ar. É especialmente comum em máquinas com um ou dois anos sem limpeza.
  • Pasta térmica seca, a pasta entre o processador e o dissipador degrada-se com o tempo e deixa de conduzir bem o calor. Substituí-la baixa temperaturas de forma notória.
  • Má ventilação, o computador encostado a uma parede, dentro de um móvel fechado, ou um portátil usado em cima de uma cama ou almofada que tapa as entradas de ar.
  • Ventoinhas gastas ou paradas, com o tempo, uma ventoinha pode ficar ruidosa ou deixar de girar à velocidade certa.

O que pode fazer

Algumas medidas simples resolvem muitos casos:

  • Melhore a circulação de ar: afaste a torre de paredes e móveis fechados; num portátil, use-o sobre uma superfície dura e plana, nunca sobre tecidos.
  • Limpe o pó: com ar comprimido em lata, sopre as ventoinhas e as grelhas. Faça-o com o computador desligado e num espaço ventilado.
  • Verifique as ventoinhas: confirme se todas giram quando liga o computador.

Cuidado: não use o aspirador diretamente nos componentes (a eletricidade estática pode danificá-los) e não segure as ventoinhas a girar com o jato de ar. Se não se sentir à vontade para abrir a máquina, não force, vale mais uma limpeza feita com cuidado.

Quando pedir ajuda

A limpeza a fundo e, sobretudo, a substituição de pasta térmica implicam desmontar parcialmente o computador, algo que nem toda a gente quer fazer, e que nos portáteis pode ser delicado. Se o seu PC continua a sobreaquecer depois das medidas simples, ou se desliga sozinho, provavelmente precisa de uma limpeza e manutenção profissional, com troca de pasta térmica e revisão das ventoinhas.

É um dos trabalhos que faço com mais frequência, e a diferença nas temperaturas, e no ruído, costuma ser imediata. Se quiser, descreva-me o que se passa.

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Se preferir que trate disto por si, ou se o problema persistir, descreva-me o que se passa. Diagnóstico sem compromisso e orçamento claro antes de qualquer intervenção.

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